segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Quando na Infância

Quando criança ingênua sonhava mais do que falava. Acreditava na vida, e o mais importante, acreditava que meus sonhos seriam reais. Era como se tivesse uma estrada reta e plana na minha frente onde eu estava no inicio (pronto a percorrê-la) e à medida que ia caminhando meus objetivos eram alcançados naturalmente. Passar no vestibular, ficar rico, tocar bem. Se dar bem , casar ... Pareciam coisas tão fáceis e inevitáveis alguns anos atrás, hoje é diferente, a realidade cruelmente vem como uma onda que derruba o castelo de areia que as crianças passam horas construindo a beira da praia. Tudo é tão difícil, a decepção passa a ser uma rotina desagradável e a única coisa que passa a ser inevitável é o fracasso.
Aparecem assim dois caminhos (já não mais um): um é o do esforço, trabalho, disciplina e muita persistência onde as conquistas são pelos méritos e conseqüências das suas ações!O outro é o caminho da desilusão, sem sentido, preguiça, sonolência, onde tudo parece ser como um sopro passageiro em que nada vale pena, por que tudo é correr atrás do vento!
Qual caminho é o certo? Eu não sei. Os dois parecem estar certos. Então porque não achar um equilíbrio? Porque é tão difícil? Os homens levam as suas vidas nos extremos seja em suas religiões, nas vidas profissionais e pessoais. O que acontece com as pessoas para elas não conseguirem achar um meio termo?
Sabe o que é o mais legal de estudar geografia, biologia, química e física? É notar que o planeta e o corpo humano estão sempre tendendo para o perfeito equilíbrio, tudo quer estar em equilíbrio, menos o homem. Ele esta fora de sintonia com a natureza e com seu criador! Porque homem?
Às vezes eu só queria voltar a ser criança, talvez toda humanidade deveria fazer isso. Talvez me falte fé


Texto de Pedro Porto.

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